Com a chegada da Quaresma, período que antecede a Páscoa, a gastronomia passa por uma mudança natural: carnes vermelhas dão espaço a peixes, frutos do mar e preparações mais leves. E junto com esse movimento, o vinho também ganha novas possibilidades mais frescas, delicadas e surpreendentes.
Esqueça a ideia de que vinho é só para pratos pesados. A temporada pede exatamente o contrário.
A leveza como protagonista
Durante a Quaresma, receitas com bacalhau, tilápia, salmão e camarão se tornam frequentes à mesa. Esses ingredientes pedem vinhos que acompanhem sua delicadeza, sem roubar o sabor do prato.
Os vinhos brancos são os grandes protagonistas desse período. Rótulos mais frescos, com boa acidez e notas frutadas, harmonizam perfeitamente com preparos grelhados, assados ou com molhos leves.
Já os rosés aparecem como uma escolha moderna e versátil ideais para quem busca equilíbrio entre frescor e estrutura.
Harmonizações clássicas que funcionam sempre
Algumas combinações são praticamente infalíveis durante a Quaresma:
• Bacalhau com azeite e ervas → vinhos brancos encorpados
• Peixes grelhados → vinhos brancos leves e cítricos
• Frutos do mar → espumantes e vinhos minerais
• Moquecas → brancos aromáticos ou rosés
A ideia é sempre manter o equilíbrio: pratos leves pedem vinhos leves.
O crescimento dos espumantes
Cada vez mais presentes à mesa do brasileiro, os espumantes deixaram de ser exclusivos de celebrações e passaram a acompanhar refeições completas — especialmente durante a Quaresma.
Refrescantes e versáteis, eles combinam perfeitamente com frituras leves, peixes e até pratos mais intensos, como uma moqueca. Além disso, trazem uma experiência mais descontraída, ideal para encontros em família.



Tradição com um toque contemporâneo
Embora a Quaresma carregue um forte valor simbólico e religioso, a forma de vivenciar esse período também evoluiu. Hoje, há espaço para explorar novos rótulos, experimentar harmonizações diferentes e transformar refeições simples em experiências gastronômicas completas.
O vinho entra exatamente nesse lugar: não como luxo, mas como extensão do cuidado com a mesa.
Menos excesso, mais experiência
Assim como a proposta da Quaresma convida à reflexão e ao equilíbrio, a escolha dos vinhos acompanha esse mesmo conceito. Menos intensidade, menos exagero — mais frescor, mais harmonia, mais intenção.
No fim, trata-se de apreciar com consciência.



